A noite vai a meio,
O sono sem chegar,
Tenho o coração cheio,
De amor para te dar.
Cabe a ti, decidir,
Se o queres aceitar,
Não te penso iludir,
Apenas te demonstrar...
O que estou a sentir,
Neste belo lugar,
Ao qual chamo casa, muita coisa posso pressentir,
Mas o sentimento não irá mudar.
Não tão cedo como seria de esperar,
A TV faz-me companhia, nesta sala de estar,
A sós com a nostalgia, perco-me no pensar,
Trabalho arduamente num sonho que está preste a se realizar...
Ainda sobre ele não posso falar,
Está na minha mente e com ela a divagar,
O sol ainda não nasceu, mas pouco deve faltar,
O cansaço é muito deveria descansar...
Mas essa não é a minha vontade, mas deveria respeitar.
A menina de vestido branco faz-me companhia, fica atenta a olhar,
Sorri docemente, outra coisa não seria de esperar,
Já não sinto medo, aprendi aceitar.
Encontrei o rumo certo, daqui para a frente, será sempre a caminhar,
A solidão já partiu faz tempo...
A lua já esteve cheia, mas agora a minha alma é levada pelo vento,
Para um lugar incerto,
A menina olha fixamente, não estou sozinho...
Sinto-a bem perto.
A imensidão da noite faz-me questionar,
Se o amor é real, porque me faz chorar?
Um ser imortal, que me está aconchegar!
Tapa-me, lentamente, à medida que canta,
A melodia é harmoniosa, a sua voz me encanta.
Tão doce e inocente, aquela forma carinhosa de se despedir.
Talvez tenha chegado a hora de partir...
Para o mundo dos sonhos e da fantasia,
Adormeço feliz e espero por mais um belo dia.
Fábio Salvador

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